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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Especial Redes sociais : REDES SOCIAIS , ESPAÇO DE RELAÇÕES

Por Vergas Vitória Andrade da Silva

A Internet está presente de maneira decisiva em nosso cotidiano.Seu ingresso em nossas vidas tem mobilizado um conjunto de transformações tanto do comportamento dos indivíduos quanto a sociedade.Trata-se  de uma realidade irreversível.para o bem ou para o mal, estamos todos interligados, de algum modo,conectados em redes sociais.
A Internet tornou-se o “tecido das nossas vidas”! com essa frase o sociólogo Manuel Castells caracteriza a qualidade de nossa relação com a rede mundial de compara-a com a rede elétrica, “dada a  sua capacidade para distribuir o poder vde informação por todos os âmbitos da atividade humana”.Nesse sentido, não há dúvidas de que “vivemos em uma sociedade em rede”.
Comunidades virtuais
As redes sociais constituem uma forma de sociabilidade que é um fruto da intensificação da comunicação mediada por computador, no final do século XX. As mais conhecidas no Brasil são o Orkut, o Facebook, o Twitter, entre outras. São redes que apóiam a interconexão de membros os quais se afiliam diversos. No entanto um desses fins é decisivo:prestar-se à formação de vínculos sociais.Tornou-se, portanto, um meio de interação social e de pertença simbólica.
Em outras palavras, as redes são grandes comunidades virtuais – sem lugar e sem tempo – formadas por relações recíprocas de co-presença entre atores que, de forma intencional, terminam por produzir e reproduzir, naqueles espaços, uma série de praticas sociais.
É constituída, conseqüentemente, por regras e valores culturais.Quer dizer, seus membros estabelecem entre si relações interpessoais e, com isso, consagram vida a esse espaço virtual, ao passo que fundam pactos sociais de convivência.
Estas redes abarcam os mais diversos grupos sociais e faixas etárias. Entretanto a apropriação vem ocorrendo de maneira mais intensa entre os jovens.No Brasil, por exemplo,o Orkut é expressão dessa realidade.Segundo dados do próprio site,57% de seus membros tem entre 18 e 25 anos.A pesquisa realizada,pelo Centro de Estudos sobre Tecnologias da informação e da Comunicação (CETIC.br) revela, , de outro modo, que 80% dos indivíduos entre 16 e 24 anos usam a internet para “participar de sites de relacionamento,como o Orkut”.Nessa mesma faixa etária, 60% acessam diariamente e 49% gastam em média de uma a cinco horas.Não há como negar que a juventude brasileira se encontra conectada de forma expressiva em redes sociais.

Extensão da vida real

Quais são os interesses dos jovens em acessá-las?Por que dedicam tanto tempo a elas? Como se comportam? O que fazem nessas redes sociais? As respostas não estão muito longe. Devemos buscá-las em nosso próprio modo de agir em sociedade. Os comportamentos que os jovens reproduzem no ambiente virtual são os mesmos que reproduzem no ambiente físico,real.Entram no mundo digital com os mesmos valores,crenças,padrões, conceitos e preconceitos vivenciados na realidade.
Nesse sentido, os usos sociais, que os jovens fazem de tais redes estão diretamente ligados a construção de relações sociais. Em sociedade, estamos a toda hora travando encontros com os outros. A presença do outro assegura e funda a vida social.Não se pode pensar em sociedade sem pessoas. E a Internet, não podemos esquecer, é formada por pessoas (neste caso por jovens) que, ao se relacionarem, constroem amizades, namoros, encontros.
Para esses jovens as redes sociais podem ser numa extensão da vida real tal como é, em todas as suas dimensões e modalidades. Mesmo quando os jovens representam outros papéis(um perfil “fake”, por exemplo, quando se cria uma identidade falsa) ou quando mentem em conversas virtuais, as vidas reais são as que determinam o modelo de interação on-line.
As relações que travam em redes sociais, apesar de virtuais, são absolutamente reais para os jovens, capazes de gerar diversas manifestações concretas. Nessas redes, os jovens reproduzem aquilo que é vivido em suas relações reais e físicas. Reproduzem no mundo virtual as mesmas formas de pensar, sentir, conviver, relacionar-se etc, que vivenciam em suas realidades cotidianas.

Vegas Vitória é socióloga, doutoranda pelo Programa de Ciências Sociais da UFRN , Natal, RN esse texto foi escrito para a  Revista Mundo Jovem (março/11)

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